Não é para fazer em casa...



... mas se vocês querem fazer em casa, boa sorte!
Mas primeiro terá que entender alemão e segundo não me responsabilizo pelas consultas no dentista, já que esse biscoito é duro, muito duro, mais duro que a minha conta bancária.
Eeee ignorem o dizer da foto "entre e se Arrisque!"
Ahhh, isso foi idéia do cliente vip!
Senta que lá vem história: o meu marido é de descendência austríaca e suíça, fala lindamente o inglês, o espanhol e o alemão... enquanto isso eu sofro para falar um português decente (por causa da dislexia), um inglês sem nexo (culpa da dislexia) e arranho o meu italiano meia boca do Bairro da Mooca (orrraaaa meuuu, claro que a dislexia também entra nessa história, só que eu sou brasileira e não desisto nunca). 
Sinceramente?
Eu espero que nossos filhos puxem a inteligência do pai e o charme da mãe, senão... ohhh coitados para não falar outra coisa!!
Voltando a história: um dia passeando no mercado, o cliente vip fala "vamos fazer biscoitos suiços?" e eu "hãããã?!?!?!", ele "sim, um biscoito de mel"... claro que eu "então tá", ai mora o perigo.
Queridas amigas que acabaram de casar, nunca falem "então tá", nunca mesmo.  Quem manda na cozinha é a mulher, claro, quando ela pilota o fogão.
No mercado compramos o mel e a farinha, em casa eu já tinha os cravos da índia, açúcar e a canela em pó, dispensamos o anis, água de rosas, o gengibre e o coentro. 
Coloco o marido para traduzir a simples página com a receita de Ein Tirggel-Rezept zum ausprobieren (uma receita de Tirggel para provar) (oi?! É de comer, isso eu sei) e vou para cozinha. 
Ele comanda: coloque o mel, o açúcar e as especiarias para esquentar.
Decidi esquentar em banho maria, entre a dúvida e a certeza, melhor fazer na forma antiga, do jeito que a  vovó fazia. 
Claro que eu fiquei com a dúvida "açúcar e mel?", mas eu não sou suiça e sim a terceira geração de uma família de italianos, não vou questionar (cadê o meu lado mama com o pau de macarrão nessas horas??). 
Voltando ao caso culinário, ele me fala "agora deixa esfriar" e segui a risca, depois é misturar a farinha até o ponto de biscoito. 
Nada de drama até esse momento, experimento a massa para ver "que bicho é esse" e o gosto estava bom, muito bom por sinal. 
Claroooo que a italiana made Brasil tinha que errar em algum ponto dessa história que mais parece caso mexicano (opaaaaaaaaa) e inventar moda.  Na hora de colocar para assar, eu fiz como se faz um biscoito normal, não acreditando nas falas do querido marido "é duro" e fiz como manda a regra do tio Sam. 
Mas é clarooo que o biscoitoooo virou uma arma letal na mão de "bandidos" e "mal amados", por que se mirar de uma janela do décimo andar e acertar a cabeça de alguém que passa na rua, mata um de tão duro que o bicho ficou. 
Acho que nesse momento, o meu momento "gangster italiana do Bairro da Mooca" falou literalmente na cozinha :)
Resumindo, biscoitos duros vão virar farinha para fazer alguma torta doce (nada de jogar fora, tudo se recicla na cozinha, menos comida queimada). 
Depois de escutar "eu falei, eu falei" do marido, fui fazer a segunda fornada, com os biscoitos bem finos... finos mesmo para não quebrar os dentes e até que saiu algo comestível (duro ao mesmo tempo).
É muitoooo  claroooooooo que a minha paciência foi para o saco no final e nessas horas eu nem queria ver se estava bonito ou não, eu só queria terminar com a massa, que por sinal, paguei caro (porque mel é tão caro?) e não saiu algo que eu (o marido) esperava.  
Ahhh aproveitei um pouco da massa para fazer outra sobremesa, mas isso já é outra postagem, outra postagem senhorita.

Moral da história: antes de arriscar na cozinha de outros países, vai estudar a receita para não fazer besteira minha filha.

Ps.: Eu nasci realmente no Bairro da Mooca, agora não me diz o porque, já que moravamos no outro lado da cidade, deve ser culpa do SUS.
Ps.2: A receita foi tirada desse site aqui. 

Marina Mott  – (7 de julho de 2010 às 07:53)  

ih...eu me vi aí! saio fazendo primeiro e lendo só muito depois!!
adorei o post!!
e tenho certeza que ficou bom!

Eliane  – (7 de julho de 2010 às 09:39)  

Fiz isso uma vez, A Receita estava em portugues mas a criatura aqui errou não sei onde e o empadão saiu mais duro que uma pedra!!!!!
Guarde a receita e tente mais pra frente em escala menor. Um beijo e bom dia!!!

ameixa seca  – (7 de julho de 2010 às 11:52)  

Nunca provei biscoito suíço e nem sei se quero provar :)

Macá  – (7 de julho de 2010 às 12:30)  

Nana
Não importa se o biscoito ficou duro, se ficou feio ou bonito. O legal aqui foi você ter feito e toda história contada. O seu jeito de escrever é muito legal. Adorei ler e rir já cedo com você.
beijinhos

Manuela Nygaard  – (7 de julho de 2010 às 18:15)  

amiga, pq vc nao usou o tradutor do google?

Bom, se a receita leva so o q vc disse realmente e p ficar duro e fino, pois deve ser como aqueles biscoitos cream cracker de padaria.
Um chocolate derretidop cima nao salva nao?
Boa sorte na proxima tentativa
bjs

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